A profa. Beth Almeida foi entrevistada para a newsletter Universo EAD do Senac-SP.

Veja a matéria completa aqui.

Confira trecho da entrevista:

“Sob a perspectiva pedagógica, a formatação do conteúdo, que precisa se adequar aos diferentes tipos de equipamentos, já é uma das maiores barreiras para o avanço do m-learning. Beth Almeida, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), lembra que nem foi necessário implantar qualquer política pública para que, praticamente qualquer pessoa pudesse ter um celular nas mãos, como acontece hoje. “Ao incorporar funcionalidades encontradas em muitos computadores, os smartphones se aproximam muito do que um netbook pode fazer.”

Líder de um grupo que pesquisa a formação de educadores com suporte em meio digital, Beth chama a atenção para a necessidade de se encontrar modos de explorar o potencial desses dispositivos em prol do desenvolvimento dos processos de aprendizagem. Mas ela faz uma observação importante: “É preciso olhar para que currículo queremos fazer”.

Matemática por formação, doutora em Educação, com pós-doutorado no Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho (Portugal), Beth enfatiza que a tecnologia sozinha “não faz nada”. Ou seja, ser um exímio usuário de qualquer destes dispositivos não é suficiente para promover a integração entre educação e tecnologia. Ela afirma que é preciso conhecer e compreender o potencial tecnológico para poder, conscientemente, promover sua integração com as demais disciplinas – educação, trabalho, bem-estar – de forma que não só otimize as rotinas, mas também proporcione o desenvolvimento de um trabalho de melhor qualidade, sem transformar os usuários em escravos da tecnologia.

Na avaliação de Beth, a Educação a Distância e as modalidades presenciais devem se fundir e o elo desta ligação é a tecnologia. O quanto será presencial, o quanto será a distância e por qual tipo de dispositivo serão questões determinadas em função do processo pedagógico e também das possibilidades de acesso às tecnologias por professores e alunos.”

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